.jpg&w=3840&q=75)
o que vemdepois.
—quatro jaraguás possíveis em 2076. quatro escolhas que serão feitas, ou deixadas de ser feitas, nas próximas décadas.
estes não são previsões. são trajetórias plausíveis, construídas a partir dos dados estruturais da cidade e das forças externas que chegarão.
três escolhas estruturais
e1 — velocidade e escopo da automação industrial
e2 — trajetória de diversificação da base econômica
e3 — capacidade de governança e adaptação institucional
a grande transição

A cidade entra na transição com intenção. Indústria que se transforma, base produtiva que se diversifica, governança que planeja em ciclos longos.
Cidade de 235 mil em 2076, PIB R$ 42 bi (200% de crescimento real). Indústria cai de 60% para 48% do valor adicionado — diferença migra para tecnologia industrial, software embarcado, energia renovável e bioeconomia da Mata Atlântica. Contorno ferroviário em 2034. IFDM 0,91.
ler cenário c1→transformação pelo mercado

O mercado puxa sozinho. A inovação chega, mas concentrada em quem já tinha qualificação. Quem ficou de fora vê o futuro pela vitrine.
PIB R$ 36 bi em 2076, primeiro unicórnio de tech industrial em 2037, 23 empresas tech acima de R$ 50 mi. Diversificação puxada pelas grandes industriais — beneficia 23% com formação superior, não a classe C1. Infraestrutura pública não acompanha: esgoto 94%, proteção hídrica parcial.
ler cenário c2→a cidade que permaneceu

Tudo continua igual. Os mesmos setores, o mesmo perfil de emprego, os mesmos problemas não resolvidos, agora vinte e quatro anos mais velhos.
Aparência mantida, base erode. Em 2076 são 210 mil habitantes, PIB nominal R$ 28 bi, indústria ainda em 61% — a cidade parece igual. Mas sob a superfície: reforma tributária 2027 corta cota-parte ICMS, informalidade dobra para 25% dos lotes (REURB nunca alcança o passivo), situação de rua triplica em uma década, IFDM Educação estagna em 0,76. Não foi crise abrupta — foi erosão silenciosa em três frentes convergentes que a manchete de estabilidade escondeu.
ler cenário c4→resgate institucional
.jpg&w=3840&q=75)
A cidade sobreviveu a três choques simultâneos em 2027 porque tinha dados em tempo real para agir antes que qualquer um deles se instalasse como crise. Não foi a economia que salvou — foi o instrumento institucional.
Choque triplo em 2027: reforma tributária corta receita, tarifaço externo persiste, automação acelera na indústria. Mas Jaraguá tem D-14 operacional desde 2026 — dados em tempo real projetam a perda ICMS antes dela materializar, mapeiam NUIs por bairro para triagem REURB, e alimentam a Revisão do Plano Diretor com evidência. Cidade perde 12.000 postos industriais em 8 anos mas mantém IFDM 0,82 — não porque a economia se salvou, mas porque a governança tinha instrumento para agir antes da crise. Este é o cenário onde a D-14 mostra seu valor máximo.
ler cenário c7→cristalização

Decisões adiadas se acumulam. Cada uma defensável isolada, todas juntas fatais. Não é uma catástrofe. É uma erosão.
Combinação de choques convergentes acelera a queda. Reforma tributária 2027 corta receita municipal, tarifaço americano persiste sobre 80% da pauta exportadora, automação elimina 16.200 postos em 10 anos (6.400 não absorvidos), informalidade territorial explode a 32%, situação de rua quadruplica. Queda populacional acumulada até 180 mil (abaixo do patamar de 2025), IFDM 0,81, vacância comercial 28%, R$ 1,1 bi em danos climáticos em 2041. Não é um choque catastrófico — são cinco erosões simultâneas sem instrumento institucional para absorver nenhuma.
ler cenário c8→Ponto de partida: 199.519 habitantes (Estimativas IBGE 2025, apuração FACISC). Projeções para 2076 calibradas pela Projeção IBGE 2000–2070 (Brasil atinge pico ≈2041 seguido de declínio) e ajustadas por coorte-componente para Jaraguá, com hipóteses de fecundidade, mortalidade e migração residual variando por cenário. Os números pontuais (180–235 mil) refletem trajetórias plausíveis, não previsões precisas — a variabilidade migratória (Jaraguá manter, ganhar ou perder status de polo atrativo em SC) não foi modelada explicitamente e pode deslocar cada cenário em ±10%.

os cenários não são profecias são escolhas.
pensar futuros não é prever o futuro. os quatro cenários deste estudo são mapas — descrevem aonde a cidade pode chegar dependendo das decisões que forem tomadas a partir de hoje. nenhum deles é destino, e nenhum é sentença. existir para que a cidade possa olhar para cada caminho com clareza e escolher para qual lado caminhar, com tempo de se preparar.
sobre o estudo.
método e fontes por trás deste trabalho.