Cenário de resgate institucional, espaço público como manifestação da governança adaptativa
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c7

resgate institucional

A cidade sobreviveu a três choques simultâneos em 2027 porque tinha dados em tempo real para agir antes que qualquer um deles se instalasse como crise. Não foi a economia que salvou — foi o instrumento institucional.

em 2076

Choque triplo em 2027: reforma tributária corta receita, tarifaço externo persiste, automação acelera na indústria. Mas Jaraguá tem D-14 operacional desde 2026 — dados em tempo real projetam a perda ICMS antes dela materializar, mapeiam NUIs por bairro para triagem REURB, e alimentam a Revisão do Plano Diretor com evidência. Cidade perde 12.000 postos industriais em 8 anos mas mantém IFDM 0,82 — não porque a economia se salvou, mas porque a governança tinha instrumento para agir antes da crise. Este é o cenário onde a D-14 mostra seu valor máximo.

habitantes*
200 mil
postos industriais perdidos
12.000
ifdm
0,82
d-14 operacional desde
2026
* projeção populacional 2076 · calibrada pela projeção ibge 2000–2070 (pico brasil ≈2041) e coorte-componente aplicada a jaraguá · variabilidade migratória ±10% não modelada
as três escolhas que produzem este cenário

a combinação que leva até aqui

B · B · A
escolha 01 · pólo b

acelerada e disruptiva: concentrada em 5–10 anos, eliminando postos de nível médio antes que a requalificação seja possível em escala

gradual e gerenciável: 15–20 anos, com janela para requalificação da força de trabalho e adaptação institucional
escolha 02 · pólo b

cristalização da especialização: base industrial permanece concentrada, com exposição crescente a choques externos

diversificação bem-sucedida: tecnologia industrial, serviços de alto valor, bioeconomia e economia criativa ganham escala
escolha 03 · pólo a

governança adaptativa e proativa: executa obras estruturantes, eleva ifdm educação, diversifica a base fiscal, planeja antes da crise

governança reativa e dependente: mantém performance nos indicadores consolidados mas não avança nas frentes estruturantes
e os outros caminhos?

os três caminhos que ficaram de fora

c1aspiracional

a grande transição

Cidade de 235 mil em 2076, PIB R$ 42 bi (200% de crescimento real). Indústria cai de 60% para 48% do valor adicionado — diferença migra para tecnologia industrial, software embarcado, energia renovável e bioeconomia da Mata Atlântica. Contorno ferroviário em 2034. IFDM 0,91.

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c2diversificação assimétrica

transformação pelo mercado

PIB R$ 36 bi em 2076, primeiro unicórnio de tech industrial em 2037, 23 empresas tech acima de R$ 50 mi. Diversificação puxada pelas grandes industriais — beneficia 23% com formação superior, não a classe C1. Infraestrutura pública não acompanha: esgoto 94%, proteção hídrica parcial.

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c4inércia — mais provável

a cidade que permaneceu

Aparência mantida, base erode. Em 2076 são 210 mil habitantes, PIB nominal R$ 28 bi, indústria ainda em 61% — a cidade parece igual. Mas sob a superfície: reforma tributária 2027 corta cota-parte ICMS, informalidade dobra para 25% dos lotes (REURB nunca alcança o passivo), situação de rua triplica em uma década, IFDM Educação estagna em 0,76. Não foi crise abrupta — foi erosão silenciosa em três frentes convergentes que a manchete de estabilidade escondeu.

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c8piso a evitar — risco de cauda

cristalização

Combinação de choques convergentes acelera a queda. Reforma tributária 2027 corta receita municipal, tarifaço americano persiste sobre 80% da pauta exportadora, automação elimina 16.200 postos em 10 anos (6.400 não absorvidos), informalidade territorial explode a 32%, situação de rua quadruplica. Queda populacional acumulada até 180 mil (abaixo do patamar de 2025), IFDM 0,81, vacância comercial 28%, R$ 1,1 bi em danos climáticos em 2041. Não é um choque catastrófico — são cinco erosões simultâneas sem instrumento institucional para absorver nenhuma.

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próximo tempo · sobre

sobre o estudo.

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